🔖 FUVEST — InglĂȘs 2026— Vestibular

 


🔱 Formato das QuestĂ”es
☑️ |08| Multiple-Choice Questions — Five-Option Format




🟹 Texto para as questĂ”es 13 e 14 


Nearly a century ago, Edwin Hubble discovered that the universe is getting larger. Modern measurements of how fast it is expanding disagree, however, suggesting that our understanding of the laws of physics might be off. Everyone expected the sharp vision of the James Webb Space Telescope to bring the answer into focus. But a long-awaited analysis of the telescope’s observations released late Monday evening once again gleans conflicting expansion rates from different types of data, while homing in on possible sources of error at the heart of the conflict. 

Two rival teams have led the effort to measure the cosmic expansion rate, which is known as the Hubble constant, or H0. One of these teams, led by Adam Riess of Johns Hopkins University, has consistently measured H0 to be about 8 percent higher than the theoretical prediction for how fast space should be expanding, based on the cosmos’s known ingredients and governing equations. This discrepancy, known as the Hubble tension, suggests that the theoretical model of the cosmos might be missing something—some extra ingredient or effect that speeds up cosmic expansion.

Riess and his team released their latest measurement of H0 based on Webb data this spring, getting a value that agrees with their earlier estimates. 

But for years a rival team led by Wendy Freedman of the University of Chicago has urged caution, arguing that cleaner measurements were needed. Her team’s own measurements of H0 have invariably landed closer than Riess’ to the theoretical prediction, implying that the Hubble tension may not be real. 

Since the Webb telescope started taking data in 2022, the astrophysics community has awaited Freedman’s multipronged analysis using the telescope’s observations of three types of stars. Now, the results are in: Two types of stars yield H0 estimates that align with the theoretical prediction, while the third—the same type of star Riess uses—matches his team’s higher H0 value.

⬛ DisponĂ­vel em https://wired.com/. 08 Sep 2024. Adaptado. 


13. Com base no texto, a principal expectativa em relação ao telescĂłpio James Webb estava associada a 
(A) esclarecer as divergĂȘncias nas mediçÔes da constante de Hubble por meio de observaçÔes mais precisas. 
(B) substituir os mĂ©todos tradicionais por novas equaçÔes que descrevem a expansĂŁo do universo. 
(C) comprovar a superioridade das estimativas obtidas pela equipe de Freedman. 
(D) medir a distĂąncia entre galĂĄxias utilizando parĂąmetros inĂ©ditos. 
(E) determinar se o universo tem como caracterĂ­stica crescer de modo infinito.


🟩 GABARITO (A)


✅ Gabarito comentado no site B3GE™: https://b3gevestibularesseoficial.blogspot.com/2026/02/fuvest-ingles-2026-questao-58-comentada-V1.html

14. De acordo com o texto, a abordagem metodolĂłgica da equipe de Adam Riess

(A) mantĂ©m as previsĂ”es do modelo consolidado pela ciĂȘncia. 
(B) utiliza nĂșmero limitado de simulaçÔes de computador para estimar a constante de Hubble. 
(C) obtém dados observacionais para confrontar previsÔes teóricas.
(D) faz uso exclusivo de dados do TelescĂłpio Espacial James
Webb.
(E) rejeita equaçÔes conhecidas e proposição de novas leis
fĂ­sicas.

🟩 GABARITO (C)


✅ Gabarito comentado no site B3GE™: https://b3gevestibularesseoficial.blogspot.com/2026/02/fuvest-ingles-2026-questao-59-comentada-V1.html

🟹 Texto para as questĂ”es 21 e 22


Researchers investigated the quantities of thousands of muscle proteins and found a possible new explanation for muscle memory. 

A study showed for the first time that muscles "remember" training at the protein level. It is often thought that the effects of exercise are short-lived, and a break from the gym can cause stress over muscle loss. 

However, the research has shown that this stress is partly unnecessary, as the effects of resistance training persist in muscles for up to two months and the gains are fast when training is started again. 

But what mechanisms and changes at the cellular and molecular levels explain muscle memory? In the study, ten weeks of resistance training was followed by a break of the same length and then followed by another ten weeks of resistance training. 

Using the proteomics method, it was possible to study the quantities of over 3,000 muscle proteins using advanced mass spectrometry equipment. 

The study found two types of change profiles in muscle proteins. Some proteins changed as a result of training, returned to their pre-training state during the break, and changed again during the new training period similarly to the first training period. 

These included proteins related to aerobic metabolism. Another group of proteins changed as a result of training and remained changed during the break and after the new training period. 

Among these proteins were several calcium-binding proteins, such as calpain-2, whose gene has recently been identified to retain a memory trace even after a training break. 

"At the level of the number of muscle nuclei and the memory traces of genes, that is, epigenetics, long-term responses that persist even after a break and possibly explain 'muscle memory' have previously been observed," says a researcher. 

"Now, for the first time, we have shown that muscles 'remember' previous resistance training at the protein level for at least two and a half months."

⬛ DisponĂ­vel em https://jyu.fi/en/news/. 14 April 2025. Adaptado. 


21. Segundo o texto, os experimentos demonstram que 
(A) a prĂĄtica de esportes ativa genes atravĂ©s da mudança do cĂłdigo genĂ©tico. 
(B) as quantidades de proteĂ­nas musculares apresentam mudanças apĂłs a atividade fĂ­sica. 
(C) a epigenĂ©tica refuta a hipĂłtese da ação da memĂłria muscular apĂłs treinos leves. 
(D) as proteĂ­nas relacionadas ao metabolismo aerĂłbico ativam mudanças irreversĂ­veis. 
(E) os mĂ©todos da proteĂŽmica dificultam a caracterização das proteĂ­nas e suas interaçÔes. 

🟩 GABARITO (B)


✅ Gabarito comentado no site B3GE™: https://b3gevestibularesseoficial.blogspot.com/2026/02/fuvest-ingles-2026-questao-66-comentada-V1.html

22. A espectrometria de massas, utilizada para a identificação das proteĂ­nas no estudo apresentado no texto, Ă© uma tĂ©cnica que permite determinar com precisĂŁo a massa molecular de molĂ©culas carregadas. A determinação da massa exata da molĂ©cula Ă© feita a partir do conhecimento da sua carga e da razĂŁo massa/carga (m/z), parĂąmetro que influencia no movimento das espĂ©cies, permitindo sua determinação. Caso a carga das molĂ©culas seja unitĂĄria, a razĂŁo m/z Ă© numericamente igual Ă  massa da espĂ©cie a ser identificada. Caso a carga seja 2, a razĂŁo m/z detectada Ă© metade da massa da molĂ©cula. 

A imagem a seguir representa, na forma de um grĂĄfico, o resultado de uma anĂĄlise por espectrometria de massas de uma amostra pura contendo apenas uma espĂ©cie intacta com fĂłrmula molecular [C44H69NO12Ca]2+ e massa exata, considerando os isĂłtopos mais abundantes, de 843,444 g/mol, detectada como m/z 421,722. 

A presença de outros sinais alĂ©m do sinal de m/z 421,722, mesmo em uma amostra pura nĂŁo contendo nenhuma outra espĂ©cie alĂ©m do [C44H69NO12Ca]2+, deve-se 

(A) Ă  presença de outros isĂłtopos menos abundantes e mais pesados de ĂĄtomos presentes na molĂ©cula. 

(B) Ă s espĂ©cies com cargas unitĂĄrias que possuem massa maior. 

(C) Ă  presença de outros isĂłtopos mais abundantes e mais pesados de ĂĄtomos presentes na molĂ©cula. 

(D) Ă  carga do cĂĄlcio, que faz com que a espĂ©cie detectada tenha mais de uma massa molecular. 

(E) à presença de outros isótopos menos abundantes e mais leves de åtomos presentes na molécula.


🟩 GABARITO (A)


✅ QuestĂŁo 22 — ComentĂĄrio B3GE™

Vamos analisar a questĂŁo detalhadamente , destacando o motivo de cada alternativa estar certa ou errada e a pegadinha:


Pergunta 22 – A espectrometria de massas detectou m/z 421,722 para [C44H69NO12Ca]²⁺. A presença de outros sinais, mesmo em amostra pura, deve-se:

(A) à presença de outros isótopos menos abundantes e mais pesados de åtomos presentes na molécula.

Correto: O texto explica que mesmo uma amostra pura pode apresentar sinais extras devido a isĂłtopos menos abundantes (como C-13, O-17 etc.) que sĂŁo mais pesados que os isĂłtopos principais.

Pegadinha resolvida: A alternativa descreve exatamente o fenĂŽmeno observado na espectrometria de massas.

(B) às espécies com cargas unitårias que possuem massa maior.

Errado: A amostra contĂ©m uma Ășnica espĂ©cie com carga 2+, nĂŁo mĂșltiplas espĂ©cies unitĂĄrias.

Pegadinha: A menção a “cargas unitĂĄrias” tenta confundir com outro tipo de detecção que nĂŁo se aplica aqui.

(C) à presença de outros isótopos mais abundantes e mais pesados de åtomos presentes na molécula.

Errado: Os isĂłtopos mais abundantes sĂŁo os principais, que jĂĄ correspondem ao pico principal. NĂŁo geram picos extras.

Pegadinha: Trocar “menos abundantes” por “mais abundantes” muda totalmente o sentido.

(D) à carga do cålcio, que faz com que a espécie detectada tenha mais de uma massa molecular.

Errado: O cålcio contribui para a massa total da molécula, mas não gera picos extras; o que causa os sinais adicionais são isótopos dos elementos da molécula, não a carga do cålcio.

Pegadinha: Confunde a função da carga com a variação isotópica.

(E) à presença de outros isótopos menos abundantes e mais leves de åtomos presentes na molécula.

Errado: Embora existam isĂłtopos menos abundantes mais leves (como H-2, O-16 jĂĄ Ă© mais leve), os picos extras observados no espectro geralmente aparecem na faixa de massa maior, nĂŁo menor.

Pegadinha: “Mais leves” desvia do fenĂŽmeno real, que Ă© o aumento de m/z devido aos isĂłtopos pesados.



🟹 Texto para as questĂ”es de 23 a 25


Think for a minute about the little bumps on your tongue. You probably saw a diagram of those taste bud arrangements once in a biology textbook — sweet sensors at the tip, salty on either side, sour behind them, bitter in the back. 
But the idea that specific tastes are confined to certain areas of the tongue is a myth that “persists in the collective consciousness, despite decades of research debunking it”, according to a review published this month in The New England Journal of Medicine. Also wrong: the notion that taste is limited to the mouth. 

The old diagram, which has been used in many textbooks over the years, originated in a study published by David Hanig, a German scientist, in 1901. But the scientist was not suggesting that various tastes are segregated on the tongue. He was actually measuring the sensitivity of different areas, said Paul Breslin, a researcher at Monell Chemical Senses Center in Philadelphia. “What he found was that you could detect things at a lower concentration in one part relative to another,” Dr. Breslin said. The tip of the tongue, for example, is dense with sweet sensors but contains the others as well. 

The map’s mistakes are easy to confirm. If you place a lemon wedge at the tip of your tongue, it will taste sour, and if you put a bit of honey toward the side, it will be sweet. 

The perception of taste is a remarkably complex process, starting from that first encounter with the tongue. Taste cells have a variety of sensors that signal the brain when they encounter nutrients or toxins. For some tastes, tiny pores in cell membranes let taste chemicals in. 

Such taste receptors aren’t limited to the tongue; they are also found in the gastrointestinal tract, liver, pancreas, fat cells, brain, muscle cells, thyroid and lungs. We don’t generally think of these organs as tasting anything, but they use the receptors to pick up the presence of various molecules and metabolize them, said Diego BohĂłrquez, a self-described gut-brain neuroscientist at Duke University. For example, when the gut notices sugar in food, it tells the brain to alert other organs to get ready for digestion.

New York Times. May 29, 2024. Adaptado. 


23. Sobre os receptores gustativos e sua distribuição corporal, o texto sugere que 

(A) certas ĂĄreas da lĂ­ngua identificam gostos especĂ­ficos, como doce na ponta e azedo no fundo. 

(B) o comportamento alimentar Ă© moldado por padrĂ”es fixados na infĂąncia. 

(C) a percepção gustativa reforça o prazer estĂ©tico associado aos hĂĄbitos nutricionais. 

(D) a detecção de sabores envolve rede integrada de ĂłrgĂŁos que colaboram com o sistema nervoso. 

(E) a função dos sensores extraorais restringe-se à regulação da glicemia.


🟩 GABARITO (D)


✅ Gabarito comentado no site B3GE™: https://b3gevestibularesseoficial.blogspot.com/2026/02/fuvest-ingles-2026-questao-68-comentada-V1.html


24. O texto informa que, de acordo com Paul Breslin, a interpretação do estudo de Hanig foi equivocada, porque 

(A) a representação grĂĄfica dos resultados foi elaborada dĂ©cadas depois sem base cientĂ­fica. 

(B) o autor original investigou limiares de sensibilidade, sem defender a exclusividade de sabores em regiĂ”es da lĂ­ngua. 

(C) o foco da pesquisa foi o comportamento alimentar em diferentes culturas. 

(D) o objetivo central concentrou-se na classificação bioquĂ­mica dos receptores gustativos. 

(E) a anålise dos dados priorizou a resposta cerebral em vez de aspectos periféricos.


🟩 GABARITO (B)


✅ Gabarito comentado no site B3GE™: https://b3gevestibularesseoficial.blogspot.com/2026/02/fuvest-ingles-2026-questao-69-comentada-V1.html


25. NĂłs sentimos o sabor dos alimentos com o cĂ©rebro! Esta afirmação Ă  primeira vista nos parece estranha. No entanto, assim como ocorre em todos os sentidos do sistema sensorial, no caso do paladar, a percepção consciente do sabor sĂł acontece quando sinais especĂ­ficos chegam ao cĂ©rebro. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a informação descrita neste processo. 

(A) Os componentes quĂ­micos dos alimentos interagem com proteĂ­nas receptoras nas cĂ©lulas gustativas, e um potencial de ação Ă© transmitido ao cĂ©rebro. 

(B) Os componentes quĂ­micos dos alimentos sĂŁo convertidos em uma corrente elĂ©trica que estimula o mĂșsculo da lĂ­ngua. 

(C) No processo de transdução sensorial do paladar, os componentes quĂ­micos dos alimentos sĂŁo convertidos em um impulso hormonal que ativa as glĂąndulas salivares. 

(D) Os componentes quĂ­micos dos alimentos ativam, diretamente, os neurĂŽnios responsĂĄveis por transmitir os sinais gustativos ao cĂ©rebro. 

(E) A primeira etapa da transdução de sinal no paladar ocorre quando os receptores gustativos são ativados por hormÎnios digestivos.


🟩 GABARITO (A)


✅ QuestĂŁo 25 — https://b3gevestibularesseoficial.blogspot.com/2026/02/fuvest-ingles-2026-questao-70-comentada-V1.html


🟹 Texto para as questĂ”es de 34 a 36


During the nineteen-seventies and eighties, a researcher at the University of Washington started noticing something strange in the college’s experimental forest. For years, a blight of caterpillars had been munching the trees to death. Then, suddenly, the caterpillars themselves started dying off. The forest was able to recover. But what had happened to the caterpillars? The researcher, David Rhoades, who had a background in chemistry and zoology, found that the trees in the forest had changed the chemistry of their leaves, to the detriment of the caterpillars. Even more surprising, trees that had been nibbled by caterpillars weren’t the only ones that had changed their chemistry. Some were changing their leaves before caterpillars reached them, as if they’d received a warning. A shocking possibility presented itself: the trees were signalling to one another. ZoĂ« Schlanger recounts Rhoades’s story in her new book, “The Light Eaters: How the Unseen World of Plant Intelligence Offers a New Understanding of Life on Earth.” The contemporary world of botany that Schlanger explores in “The Light Eaters” is still divided over the matter of how plants sense the world and whether they can be said to communicate. But, in the past twenty years, the idea that plants communicate has gained broader acceptance. Research in recent decades has shown garden-variety lima beans protecting themselves by synthesizing and releasing chemicals to summon the predators of the insects that eat them; lab-grown pea shoots navigating mazes and responding to the sound of running water; and a chameleonic vine in the jungles of Chile mimicking the shape and color of nearby plants by a mechanism that’s not yet understood. Schlanger acknowledges that some of the research yields as many questions as answers. It’s not clear how the vine gathers information about surrounding plants to perform its mimicry.

⬛ New Yorker. 12 June 2024. Adaptado.


34. Conforme o texto, a experiĂȘncia conduzida por David Rhoades, na floresta experimental da Universidade de Washington, tornou-se marcante para a botĂąnica, por revelar a 

(A) dependĂȘncia das ĂĄrvores de inimigos naturais para a manutenção do equilĂ­brio das florestas. 

(B) alteração da composição das folhas, capaz de comprometer a sobrevivĂȘncia de insetos herbĂ­voros. 

(C) variabilidade das lagartas como fator decisivo para a resiliĂȘncia dos ecossistemas. 

(D) influĂȘncia determinante da fertilidade do solo na recuperação da vegetação. 

(E) oscilação natural das populaçÔes de pragas como causa da regeneração florestal.


🟩 GABARITO (B)


✅ QuestĂŁo 34 — ComentĂĄrio B3GE™

A questĂŁo destaca a descoberta surpreendente de Rhoades: ĂĄrvores modificam quimicamente suas folhas para se defender de herbĂ­voros, influenciando diretamente a sobrevivĂȘncia das lagartas.


AnĂĄlise das alternativas:

(A) dependĂȘncia das ĂĄrvores de inimigos naturais para a manutenção do equilĂ­brio das florestas.

Por quĂȘ: O texto nĂŁo fala de predadores naturais das ĂĄrvores; o foco Ă© na alteração quĂ­mica das folhas.

Pegadinha: Menciona “inimigos naturais”, que pode confundir quem lembra de ecologia clĂĄssica de predadores e presas.

(B) alteração da composição das folhas, capaz de comprometer a sobrevivĂȘncia de insetos herbĂ­voros.

Por quĂȘ: Corresponde exatamente ao que o texto relata: ĂĄrvores mudaram a quĂ­mica das folhas e isso prejudicou as lagartas.

Pegadinha: Nenhuma; Ă© a alternativa precisa.

(C) variabilidade das lagartas como fator decisivo para a resiliĂȘncia dos ecossistemas.

Por quĂȘ: O texto nĂŁo sugere que mudanças nas lagartas determinaram a recuperação da floresta.

Pegadinha: Tenta confundir quem foca nos insetos em vez das ĂĄrvores.

(D) influĂȘncia determinante da fertilidade do solo na recuperação da vegetação.

Por quĂȘ: O solo nĂŁo Ă© mencionado; a recuperação se deve Ă  resposta quĂ­mica das ĂĄrvores.

Pegadinha: Termo “fertilidade do solo” pode enganar leitores que buscam uma causa natural para a regeneração.

(E) oscilação natural das populaçÔes de pragas como causa da regeneração florestal.

Por quĂȘ: A regeneração nĂŁo ocorreu por flutuaçÔes naturais de lagartas, mas pelo comportamento das ĂĄrvores.

Pegadinha: “Oscilação natural” soa plausĂ­vel, mas ignora o mecanismo quĂ­mico destacado no texto.

35. O caso da vinha chilena apresentado no texto suscita questionamentos cientĂ­ficos quanto 

(A) Ă  capacidade de adaptar seu ciclo reprodutivo Ă s condiçÔes ecolĂłgicas. 

(B) Ă  dependĂȘncia de polinizadores para manter sua plasticidade fenotĂ­pica. 

(C) Ă  influĂȘncia da altitude na coloração e textura das folhas imitadas. 

(D) ao papel da simbiose com fungos na alteração morfolĂłgica. 

(E) ao modo como o vegetal reproduz características visuais de espécies vizinhas.


🟩 GABARITO (E)


✅ QuestĂŁo 35 — ComentĂĄrio B3GE™

A questĂŁo chama atenção para a capacidade da vinha chilena de imitar a forma e a cor de plantas vizinhas, algo que ainda nĂŁo Ă© completamente compreendido pela ciĂȘncia.


AnĂĄlise das alternativas:

(A) à capacidade de adaptar seu ciclo reprodutivo às condiçÔes ecológicas.

Por quĂȘ: O texto nĂŁo menciona o ciclo reprodutivo; a questĂŁo Ă© sobre mimetismo visual, nĂŁo reprodução.

Pegadinha: Foca em adaptação, que é uma palavra-chave em biologia, mas não se aplica aqui.

(B) Ă  dependĂȘncia de polinizadores para manter sua plasticidade fenotĂ­pica.

Por quĂȘ: Nenhum polinizador Ă© citado; o estudo discute como a planta imita outras, nĂŁo reprodução dependente de polinizadores.

Pegadinha: Termos tĂ©cnicos como “plasticidade fenotĂ­pica” podem confundir.

(C) Ă  influĂȘncia da altitude na coloração e textura das folhas imitadas.

Por quĂȘ: O texto nĂŁo relaciona altitude Ă  mudança visual; apenas descreve o mimetismo da vinha.

Pegadinha: Introduz um fator plausível (altitude) para desviar a atenção.

(D) ao papel da simbiose com fungos na alteração morfológica.

Por quĂȘ: Nenhuma simbiose Ă© mencionada; a alteração morfolĂłgica Ă© autĂŽnoma, baseada na planta e em mecanismos ainda nĂŁo entendidos.

Pegadinha: Termo “simbiose” sugere causalidade biolĂłgica complexa, mas nĂŁo Ă© relevante aqui.

(E) ao modo como o vegetal reproduz características visuais de espécies vizinhas.

Por quĂȘ: Corresponde exatamente ao texto: a vinha imita forma e cor de plantas vizinhas.

Pegadinha: NĂŁo hĂĄ; Ă© a resposta correta direta.

36. O processo de comunicação entre plantas discutido no texto pode ocorrer de diversas formas. Uma delas baseia-se na emissĂŁo de molĂ©culas por uma planta atacada, chamada de emissor, e a recepção dessas molĂ©culas por uma outra planta, chamada de receptor. Dependendo do tipo de ataque e das espĂ©cies envolvidas, essa comunicação pode acontecer tanto por via aĂ©rea, quanto por via do solo, facilitada pela ĂĄgua presente. Considerando os processos de sinalização entre plantas descritos, Ă© correto afirmar: 

(A) Na via aĂ©rea, os compostos gerados pelo emissor podem ser polares para que possuam uma volatilidade elevada. 

(B) Na comunicação pelo solo, as molĂ©culas devem ser necessariamente apolares, para que possam ser solubilizadas no meio, atingindo o receptor. 

(C) As molĂ©culas transportadas por via aĂ©rea seriam facilmente solubilizadas no solo por conta da sua baixa polaridade. 

(D) As molĂ©culas polares geradas pelas folhas sĂŁo facilmente transportadas pelo solo por conta de suas relativas baixas solubilidades. 

(E) As moléculas responsåveis pela comunicação por via aérea devem possuir alta volatilidade e baixa polaridade.


🟩 GABARITO (E)


✅ QuestĂŁo 36 — ComentĂĄrio B3GE™

A questão explora a comunicação química entre plantas, destacando como a volatilidade das moléculas permite a transmissão de sinais pelo ar, enquanto a polaridade influencia a solubilidade no solo.


AnĂĄlise das alternativas:

(A) Na via aérea, os compostos gerados pelo emissor podem ser polares para que possuam uma volatilidade elevada.

Por quĂȘ: MolĂ©culas polares tendem a ter baixa volatilidade, dificultando a dispersĂŁo pelo ar.

Pegadinha: A afirmação usa termos corretos (polaridade, volatilidade), mas inverte a relação real.

(B) Na comunicação pelo solo, as moléculas devem ser necessariamente apolares, para que possam ser solubilizadas no meio, atingindo o receptor.

Por quĂȘ: MolĂ©culas apolares nĂŁo se dissolvem facilmente em ĂĄgua, que Ă© o principal meio de transporte no solo.

Pegadinha: Introduz “necessariamente apolares”, tentando confundir quem associa solubilidade a qualquer molĂ©cula.

(C) As moléculas transportadas por via aérea seriam facilmente solubilizadas no solo por conta da sua baixa polaridade.

Por quĂȘ: MolĂ©culas pouco polares nĂŁo se dissolvem bem na ĂĄgua do solo.

Pegadinha: Mistura conceitos corretos (baixa polaridade) com efeito incorreto (solubilidade).

(D) As moléculas polares geradas pelas folhas são facilmente transportadas pelo solo por conta de suas relativas baixas solubilidades.

Por quĂȘ: MolĂ©culas polares sĂŁo bem solĂșveis em ĂĄgua, nĂŁo possuem “baixa solubilidade”.

Pegadinha: Termos cientĂ­ficos corretos (polaridade, solubilidade) usados de forma enganosa.

(E) As moléculas responsåveis pela comunicação por via aérea devem possuir alta volatilidade e baixa polaridade.

Por quĂȘ: Corresponde exatamente ao princĂ­pio fĂ­sico-quĂ­mico: molĂ©culas volĂĄteis e apolares se dispersam facilmente pelo ar, permitindo sinalização aĂ©rea entre plantas.

Pegadinha: Nenhuma; Ă© a resposta direta correta.

70. Considere o texto a seguir: 

Ice flows across Antarctica and continues to do so as it reaches the edge of the land mass and extends over the ocean. The huge floating tongues of ice often remain attached to the continent. Anything that remains grounded on the land is part of the Antarctic ice sheet; the floating part is an ice shelf. Floating ice shelves surround three-quarters of Antarctica’s coast and make up about 11% of its total area. One of the largest, the Ross Ice Shelf, is roughly the size of France. The George VI Ice Shelf is shown in the image, taken by NASA’s Landsat 8 in January 2020. 

It may seem intuitive that all the ice added to the ocean from melting ice shelves would raise global sea level, but that’s not the case. By Archimedes’s principle, ice shelves floating on the water have already displaced their own weight, so their disintegration or melting won’t change the water level. Ice shelves do, however, regulate the speed of glaciers on Antarctica’s land. Ice shelves act to hold glaciers back. Take¬¬ the shelf away, and the glaciers are free to speed up and flow into the ocean. Any ice and liquid water that the glaciers take with them will raise sea level. Of Earth’s fresh water, 70% is stored in Antarctica’s ice; that is the equivalent of about 58 meters of sea-level rise if all of it were to melt. 


⬛ Buzzard, S. “The surface hydrology of Antarctica’s floating ice”. Physics Today 75, 28-33 (2022). Adaptado. 


Segundo o texto, Ă© correto afirmar: 

(A) A ĂĄrea da superfĂ­cie de gelo jĂĄ derretido Ă© aproximadamente do tamanho da França. 

(B) O princĂ­pio de Arquimedes afirma que as plataformas de gelo possuem uma força de empuxo muito menor que seu peso e, portanto, flutuam. 

(C) Plataformas de gelo sĂŁo importantes porque atuam para regular a velocidade das geleiras na AntĂĄrtida. 

(D) Plataformas de gelo flutuantes sĂŁo relevantes porque representam trĂȘs quartos da ĂĄrea total da AntĂĄrtida. 

(E) O princĂ­pio de Arquimedes nĂŁo se aplica no caso do derretimento do gelo flutuando na costa antĂĄrtica.


🟩 GABARITO (C)


✅ QuestĂŁo 70 — ComentĂĄrio B3GE™

A questĂŁo destaca a função crĂ­tica das plataformas de gelo: elas retĂȘm as geleiras no continente, controlando o fluxo para o oceano e, indiretamente, o nĂ­vel do mar.


AnĂĄlise das alternativas:

(A) A årea da superfície de gelo jå derretido é aproximadamente do tamanho da França.

Por quĂȘ: O texto informa que uma das plataformas de gelo (Ross Ice Shelf) tem o tamanho da França, mas nĂŁo que seja gelo derretido.

Pegadinha: Confunde "derretido" com "tamanho da plataforma".

(B) O princípio de Arquimedes afirma que as plataformas de gelo possuem uma força de empuxo muito menor que seu peso e, portanto, flutuam.

Por quĂȘ: Pelo princĂ­pio de Arquimedes, a força de empuxo igual ao peso do gelo deslocado permite que flutue; nĂŁo Ă© “muito menor”.

Pegadinha: Introduz “muito menor” para confundir o conceito fĂ­sico correto.

(C) Plataformas de gelo sĂŁo importantes porque atuam para regular a velocidade das geleiras na AntĂĄrtida.

Por quĂȘ: Corresponde exatamente ao texto: a remoção das plataformas libera as geleiras, permitindo que avancem mais rĂĄpido para o oceano.

Pegadinha: Nenhuma; Ă© direta.

(D) Plataformas de gelo flutuantes sĂŁo relevantes porque representam trĂȘs quartos da ĂĄrea total da AntĂĄrtida.

Por quĂȘ: Elas cobrem trĂȘs quartos da costa, nĂŁo da ĂĄrea total da AntĂĄrtida.

Pegadinha: Confunde “costa” com “total do continente”.

(E) O princĂ­pio de Arquimedes nĂŁo se aplica no caso do derretimento do gelo flutuando na costa antĂĄrtica.

Por quĂȘ: O texto explica que o princĂ­pio sim se aplica, e por isso o derretimento de gelo flutuante nĂŁo altera o nĂ­vel do mar.

Pegadinha: Afirma o oposto do que o texto diz.

71. Our planet is home to subterranean lava deposits and smatterings of obsidian—black volcanic glass. Scalding groundwater bubbles to the surface in places. In such a landscape, you remember that the planet’s hard exterior is so thin that we call it a crust. Its superheated interior burns with an estimated forty-four trillion watts of power. Heat mined from underground is called geothermal and can be used to produce steam, spin a turbine, and generate electricity. Until recently, humans have tended to harvest small quantities in the rare places where it surfaces, such as hot springs. 

The biggest drawback is drilling miles through hot rock, safely. If scientists can do that, next-generation geothermal power could supply clean energy for eons. Right now, geothermal energy meets a puny portion of humanity’s electricity and heating needs. Fossil fuels power about eighty per cent of human activity, pumping out carbon dioxide and short-circuiting our climate to catastrophic effect. 

Converts argue that geothermal checks three key boxes: it is carbon-free, available everywhere, and effectively unlimited. It is also baseload, which means that, unlike solar panels or wind, it provides a steady flow of energy. 

“Over the last two years, I have watched this exponential spinup of activity in geothermal,” a drilling expert said. But there is a risk of moon shots: often, they miss. 

“There’s basically zero chance that you’re going to develop a moon-shot technology and have it be commercial in five years, on a large-scale”, said Mark Jacobson, an engineering professor. 

That’s how long humanity has to lower emissions before climatic devastation. “There’s a very decent chance you can do that with wind and solar,” he said. Perhaps, when resources and time are finite, trying and failing could be worse than not trying at all. 


⬛ New Yorker. March 2025. Adaptado. 


De acordo com o texto, atualmente a exploração do calor gerado nas regiĂ”es subterrĂąneas do planeta 

(A) atende a uma parcela insignificante da demanda energética da sociedade.

(B) pode ser utilizada atravĂ©s de um aparato tecnolĂłgico de baixo custo. 

(C) oferece vantagens ambientais limitadas em relação a outras fontes de energia renovĂĄveis. 

(D) utiliza mĂ©todos desenvolvidos nas pesquisas cientĂ­ficas sobre a superfĂ­cie lunar. 

(E) proporciona utilidade pråtica restrita do ponto de vista da produção industrial.


🟩 GABARITO (A)


✅ QuestĂŁo 71 — ComentĂĄrio B3GE™

A questão evidencia que a energia geotérmica existe em abundùncia, mas atualmente só uma pequena fração é aproveitada, devido a limitaçÔes técnicas e custos elevados de perfuração profunda.


AnĂĄlise das alternativas:

(A) atende a uma parcela insignificante da demanda energética da sociedade.

Por quĂȘ: Corresponde diretamente ao texto: “Right now, geothermal energy meets a puny portion of humanity’s electricity and heating needs.”

Pegadinha: Nenhuma; Ă© direta e correta.

(B) pode ser utilizada através de um aparato tecnológico de baixo custo.

Por quĂȘ: O texto enfatiza que perfuração de rocha quente Ă© difĂ­cil e cara.

Pegadinha: Sugere facilidade que nĂŁo existe.

(C) oferece vantagens ambientais limitadas em relação a outras fontes de energia renovåveis.

Por quĂȘ: O texto afirma que a energia geotĂ©rmica Ă© carbon-free, disponĂ­vel everywhere e effectively unlimited — vantagens claras e significativas.

Pegadinha: Minimiza benefĂ­cios reais.

(D) utiliza métodos desenvolvidos nas pesquisas científicas sobre a superfície lunar.

Por quĂȘ: NĂŁo hĂĄ qualquer menção Ă  Lua; Ă© apenas uma distração.

Pegadinha: Tenta confundir com “moon shots” mencionado figurativamente no texto.

(E) proporciona utilidade pråtica restrita do ponto de vista da produção industrial.

Por quĂȘ: Embora limitada atualmente, o texto deixa claro que o potencial Ă© enorme; a restrição Ă© tĂ©cnica, nĂŁo por utilidade prĂĄtica.

Pegadinha: Interpretação exagerada de “puny portion” como restrição de aplicabilidade.

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